Há 24 anos, os Estados Unidos sofreriam o maior atentado terrorista da história em solo americano, no que ficou conhecido como 11 de setembro ou 9/11. O ano era 2001 e o mundo em geral mal sabia quem era Osama Bin Laden ou a Al-Qaeda, e nem imaginavam que um grupo terrorista poderia tomar posse de aviões comerciais e usa-los como armas de destruição, como aconteceu. Outro fato quase desconhecido é que aviões militares que atuaram ativamente na escolta do avião presidencial e na defesa dos EUA naquele dia do atentado, estiveram no Brasil em treinamento na Base Aérea de Natal (BANT).
Estamos falando dos aviões F-16C que decolaram com a missão de garantir a segurança do espaço aéreo dos EUA e garantir o voo do Air Force One (AFO), o 747-200 que transportava o então presidente George W. Bush. Quando ocorreu o primeiro choque de aviões com as torres do World Trade Center, em Nova Iorque, o presidente estava na Flórida e foi avisado pelo funcionário da Casa Branca com a frase: “Estamos sob ataque”.
Às 9h57 (horário local) de 11 de setembro de 2001, o AFO com a denominação militar de VC-52 (VIP Cargo) decola do aeroporto de Sarasota Bradenton, na Flórida. Os dados oficiais do apontam que foi uma decolagem rápida, “semelhante a um foguete” o que levou o avião rapidamente para o mar, atualmente, local identificado como o Golfo do México. Hoje já se sabe que o atentado, além das vítimas, deixou um alerta às forças de segurança americanas, pois nas primeiras horas ocorreu um verdadeiro caos, sobretudo nas comunicação.
Nem mesmo o Alto Comando Militar conseguiu manter uma linha de comunicação efetiva. Aliado a isso, uma série de ordens sem uma coordenação deixaram o AFO sem qualquer proteção ou escolta. Foi aí onde os F-16 entraram em ação. Eram aviões da Guarda Nacional ou chamada “reserva” da Força Aérea (USAF) que estavam garantindo a segurança aérea sobre a capital Washington, perseguindo outros possíveis aviões sequestrados e, o mais impressionante, escoltado o Air Force One.
Um dos relatos mais impressionantes é que dois desses F-16C se aproximaram rapidamente do AFO, ao ponto de não serem identificados com antecedência e em algum momento confundidos com inimigos, segundo relato oficial do Norad (Comando de Defesa Aeroespacial dos EUA). Enquanto outros meios, como os F-15 estavam sobre outras cidades ou em missões estratégicas de defesa, os americanos perceberam que o espaço aéreo era muito grande para ser defendido, por isso, acionaram todo o apoio necessário.
Após 9 anos, aviões do mesmo modelo, o F-16C, estiveram no Brasil participando do Exercício Cruzeiro do Sul (Cruzex), no ano de 2010. Tratava-se de aeronaves da Guarda Nacional do Colorado. O mesmo se repetiu em 2013, mas desta vez os próprios F-16 de Washington estiveram em Natal e em 2018, foram pilotos do Texas.
F-16C
