A tensão militar entre os Estados Unidos (EUA) e a Venezuela na região do mar do caribe tem atraído a atenção do mundo, quando pensamos em algum incidente internacional ou escalada no conflito, principalmente como será a posição do Brasil se algo acontecer. O que pouca gente sabe é que aviões de caça da Venezuela já participaram de treinamentos com combates aéreos simulados sobre os céus do RN, por mais de uma vez, por ocasião da Operação Cruzeiro do Sul (Cruzex), na Base Aérea de Natal (Bant), sob a coordenação da Força Aérea Brasileira (FAB).

Isso se repetiu nos anos de 2004, 2008 e 2013, com alguns episódios interessantes e sempre utilizando o modelo F-16 “Fighting Falcon”. No último ano, em que participou com meios aéreos, os venezuelanos puderam inclusive dividir espaço com americanos, também, operando F-16. Neste ano, uma das frustrações foi a ausência do SU-30 MKII, já que a Força Aérea da Venezuela possuía esquadrões operacionais e ativos, à época. Em 2010, a Cruzex não contou com a Força Aérea Militar Bolivariana, como são conhecidos oficialmente, e chegaram a cogitar que a presença dos EUA impediu ou atrapalhou o fato.
As aeronaves F-16´s que participaram da Cruzex são dos anos 1980, quando a Venezuela mantinha uma boa relação com os EUA, o que possibilitou a compra dos aviões e armamento, além de cooperação no treinamento dos pilotos. Originalmente, foram 18 dos modelos adquiridos, sendo 14 “A” e 4 “B”, mono e biplace, respectivamente. Atualmente, o real poder e capacidade aérea da Venezuela é um mistério, tendo em vista a capacidade operacional, sobretudo, em um período de conflito.






