O caça F-39 “Gripen” da Força Aérea Brasileira (FAB) está para encerrar um importante capítulo de sua operacionalidade. Desde o dia 25 de janeiro, a célula FAB 4100 encontra-se na Base Aérea de Natal (BANT) realizando voos diários desde o dia 27, com a missão de emprego de armamento real ar-solo no estande de tiro de Maxaranguape, a 60 km de Natal. Essa missão foi batizada por Operação Thor e deve encerrar no dia 5 de fevereiro.

O FAB 4100 foi o primeiro exemplar entregue ao Brasil e considerado um protótipo operacional e fica a disposição da fabricante SAAB-Embraer, no complexo de Gavião Peixoto. A aeronave tem sido utilizada de forma intensiva em campanhas de testes, avaliações e validação de capacidades, desempenhando papel central no processo de consolidação do Gripen no inventário da FAB.
Durante a Operação Thor, o Gripen operou equipado com o pod de reconhecimento Litening G4, sistema eletro-óptico de designação de alvos de alta precisão, capaz de realizar identificação, rastreamento e iluminação a laser. A campanha permitiu o emprego de dois tipos distintos de armamento ar-solo, representando tanto munições convencionais quanto guiadas.
Entre elas, a MK-82, bomba de queda livre da classe 500 libras, amplamente difundida no mundo. O artefato possui peso aproximado de 227 kg, comprimento em torno de 2,20 metros, sendo empregada para alvos de área e missões em que a simplicidade e a robustez são fatores decisivos.

Também foi utilizada a bomba Lizard II com 500 libras, mas acrescentando superfícies de controle e um sensor laser capaz de corrigir a trajetória até o impacto. O emprego da Lizard permitiu avaliar a integração entre aeronave, pod de designação e armamento inteligente, elemento essencial para operações modernas de ataque ao solo.

Mais uma vez, a Base Aérea de Natal reafirma seu papel histórico, agora como cenário da consolidação do mais avançado caça da FAB. A instituição ainda não emitiu nenhum comunicado sobre a operação, nem se como foi o desempenho da aeronave nessa fase de homologação.
