Um fato inusitado envolvendo a segurança em voos comerciais aconteceu nesta quarta-feira, 30 de setembro, quando ocorreu a tentativa de sequestro de um Boeing 737 Max 8, voo FZ1073 da empresa Flydubai e que fazia a rota Dubai a Israel, às 23:50 horário de Brasília (02:50 UTC). O mais estranho é que a tentativa de sequestro teria partido do copiloto ao agredir fisicamente e perfurar o piloto.
A informação foi passada à imprensa pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que montou um gabinete de crise alegando “tentativa de ataque terrorista” contra o país. O medo inicial era se tratar de um ataque coordenado envolvendo outros meios, por isso as forças armadas israelense, em especial a força aérea, entrou em estado de alerta.
Segundo dados do Fligthradar 24, o voo transcorreu bem por cerca de duas horas e meia, quando apresentou uma brusca perda de altitude, baixando de 10.400 metros (34.000 pés) para 5.000 m (16.600 pés). Em termos de velocidade, o 737 voava constantemente a 750 km/h (410 nós) e atingiu um pico durante a descida de quase 1.000 km/h (580 nós), estabilizando em 550 km/h até o pouso que aconteceu na Arábia Saudita.

Apesar do susto, não houve registro de passageiros feridos fisicamente e até o fim da manhã todos estavam a caminho de Israel. Já a aeronave fez um pouso de emergência, causando dano estrutural em seu leme. Os relatos é que havia a bordo uma equipe em treinamento da própria empresa, que auxiliou na recuperação do avião e pouso.
O primeiro-ministro ainda pediu explicações a empresa aérea sobre a naturalidade do copiloto, identificado como sendo de Omã, um país que não tem relações com Israel, portanto, não poderia ingressar no país. Ele foi interrogado e foi identificado como um jihadista e teria agido sozinho. O caso segue em investigação e por enquanto, o governo israelense suspendeu voos da Flydubai.
