Na última terça-feira, 9, a Marinha do Brasil (MB) deu início a terceira fase da Operação “Atlas”, um treinamento militar com emprego de armamento real e coordenado pelo Ministério da Defesa com objetivo de proteger a região amazônica. Durante o exercício, a Marinha realizou dois feitos inéditos: o teste de um míssil anticarro 1.2 AC MAX e o protótipo do drone kamikaze desenvolvido por militares do Batalhão de Combate Aéreo.
Ironicamente, o uso de uma aeronave remotamente controlada não foi pela Força Aérea Brasileira, mas sim com a Marinha. Isso coloca o Brasil no cenário moderno de guerra, onde o uso de drones se torna cada vez mais comum como vimos, sobretudo, na guerra da Ucrânia. Até então, a Marinha utilizava modelos específicos para missões de inteligência, vigilância e reconhecimento. O drone kamikaze, como é conhecido, tem 1,64 metro de envergadura e 65 centímetros de fuselagem, pode alcançar 5 km de distância, tem autonomia de até 25 minutos e carga explosiva capaz de inutilizar veículos e aeronaves.

A outra novidade, o míssil anticarro 1.2 AC MAX chegou aos Batalhões de Infantaria de Fuzileiros Navais em junho. O armamento pode atingir uma velocidade de 240 metros por segundo, tem alcance de até 2 quilômetros e capacidade de penetração maior que 300 milímetros em chapa blindada, contribuindo para deter veículos do tipo em operações terrestres. Estão previstos nove disparos durante todo o período de treinamento.
Para essa etapa, batizada de Operação “Atlas Armas Combinadas”, foram mobilizados 2.500 militares da Marinha do Brasil, além de 180 veículos e aeronaves.
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