EUA enviam bombardeiro estratégico para costa da Venezuela

O voo de dois bombardeiros B-52 “Strartofortress” da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), nesta quarta-feira, 15, sobre o mar do caribe e próximo da costa da Venezuela, movimentou a internet e levantou uma série de especulações no cenário do conflito na região.

De acordo com dados disponíveis no site FlightRadar 24, que utilizada informações enviadas pelo sistema ADS-B (Automatic Dependent Surveillance – Broadcast), as aeronaves decolaram da Louisiana por volta das 07h54 UTC – 04h54 horário de Brasília – e permaneceram em voo por mais de nove horas até esta publicação. Os B-52 apareceram com os códigos “Bunny 01” e “Bunny 02”, e serial number (SN) 60-0052 e 61-0010.

Às 11h00, horário de Brasília, após alguns voos em círculos, os dados chegaram a desaparecer do aplicativo de rastreio, o que levantou mais especulações. Contudo, os dois voltaram, mantendo a altitude de 27 mil pés – cerca de 9 mil metros – e velocidade média de 500 nós ou 900 km/h, seguindo rumo a costa venezuelana, mas respeitando o limite de 200 milhas ou quase 300 km, mantendo-se na área limite das águas internacionais.

Outro fato incomum na mesma região foi a presença de um Boeing 767, com matrícula N705KW, que chegou a fazer a aproximação em direção ao aeroporto de Caracas e depois de arremeter sem tentar retorno, seguiu rumo a Porto Rico. A informação preliminar diz que se tratava de um voo com origem dos EUA levando deportados, sem mais detalhes.

O episódio é mais um capítulo no conflito entre os EUA e a Venezuela, e tudo indica ter sido uma demonstração de poder aéreo.

B-52, o avião que passou 44 horas em voo

Há 20 anos, durante a guerra do Afeganistão, um avião bombardeio B-52 decolou dos EUA atacou o alvo e voltou para pouso na mesma pista de decolagem, sem fazer pouso, apenas abastecimento em voo.  Em 2015, um avião do mesmo modelo cumpriu uma missão de 44 horas, decolando dos EUA e “atacando” a Austrália com bombas de demonstração em um voo único.