Esse post será um pouco diferente, pois será escrito na primeira pessoa para melhor explicar o fato e como cheguei à conclusão.
Sempre gostei de assistir documentários sobre a Segunda Guerra Mundial, principalmente, quando consigo associar o tema abordado com a participação de Natal ou traçar algum paralelo com o Brasil. Para melhor explicar, posso citar temas correlatos como: transporte de aviões, campanha da África, Dia D, guerra do atlântico, Operação Tocha, entre outros.
Em um determinado dia, comecei a acompanhar um documentário com um nome chamativo descrito como Apocalypse: World War 2, que à época passava na canal The History Channel. Me chamou atenção pois muitas da imagens contavam com um efeito de colorização, o qual transforma takes petro e branco em coloridos digitalmente.
No episódio 5, que aborda fatos históricos entre 1942 e 1943, mostrou o avanço alemão sobre a Europa e o recuo no Norte da África, dando destaque a conferência de Casa Blanca mostrando Roosevelt e Churchil passando em revista às tropas no Marrocos.
Em um corte muito rápido, a cena continua e deixa a entender que o cenário continua sendo o Marrocos, porém, o veículo muda e não aparece mais o primeiro ministro inglês. Mas o que me chamou realmente a atenção foi uma caixa da água ao fundo da imagem. Logo, percebi que não se tratava mais do Marrocos. Era um cenário brasileiro, o pátio de aeronaves da Rampa, nas margens do Rio Potengi, diversos marinheiros perfilados e aviões Martin Marines por trás. Isso tudo acontece aos 21 minutos e 18 segundos.
Na época, eu já tinha ido uma dezena de vezes ao local e conhecia muito bem a geografia e o cenário ao redor. Quase que de imediato identifiquei aquela caixa de água como sendo a mesma que abasteceu o Porto de Natal nas décadas de 1930 e 1940, e atualmente está ruínas e cercada por casas.
O vídeo em nenhum momento cita o Brasil como sendo tema ou destino das filmagens. Na verdade, quem não conhece o cenário, naturalmente vai entender como sendo Marrocos ou Norte da África.
Em 2020, postei nas redes sociais a descoberta. Para minha surpresa, recebo uma mensagem pelo Facebook, remetida pelo senhor Bill DeArmond falando que seu tio estava naquela imagem e enviou outras fotos, uma delas sendo uma carta falando da preparação dos militares para o fato. Seu tio, William F. Magie Jr era membro do esquadrão VP-74, vítima do desaparecimento ocorrido em 4 de julho de 1943.



